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Prefeitura Municipal de Anchieta
Meio Ambiente promove Oficina " Gerenciamento de Resíduos Sólidos"
Com o apoio total da Prefeitura Municipal de Anchieta e realização da Secretaria de Meio Ambiente, a oficina está sendo organizada e ministrada pela Tendência Consultoria.
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[foto1][foto2][foto3]Anchieta acaba de dar um importante passo para uma cidade mais sustentável. Uma nova maneira de enxergar o lixo é o que será discutido na oficina que acontecerá no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS);, nesta terça-feira, 06 de Agosto.
O evento, de caráter educativo, contará com a presença de palestrantes e profissionais da área de meio ambiente e discutirá novas políticas de destinação aos resíduos sólidos, grandes vilões da natureza e um dos fatores que mais comprometem a qualidade de vida atualmente.
Com o apoio total da Prefeitura Municipal de Anchieta e realização da Secretaria de Meio Ambiente, a oficina está sendo organizada e ministrada pela Tendência Consultoria.
O tema
A redução na origem ou redução na fonte é o objetivo de um conjunto de políticas e estratégias que visam a uma mudança na concepção, transformação, movimentação ou utilização de produtos ou substâncias, com o intuito de reduzir a quantidade de matérias primas ou subprodutos, diminuindo assim a necessidade de exploração de recursos naturais, bem como a redução de resíduos intermédios ou a toxicidade dos mesmos.
A Gestão Integrada de Resíduos Sólidos é um conjunto de metodologias com vista a redução não só da produção e eliminação de resíduos, como do melhor acompanhamento durante todo o seu cicloprodutivo. Tem como finalidade reduzir a produção de resíduos na origem, gerir a produção dos mesmos no sentido de atingir um equilíbrio entre a necessidade de produção de resíduos, e o seu impacto ambiental. É uma gestão transversal a todo o ciclo, o qual analisa de maneira Holística.
Política Nacional de Resíduos Sólidos
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS);, aprovada em agosto de 2010, disciplina a coleta, o destino final e o tratamento de resíduos urbanos, perigosos e industriais, entre outros.
A lei estabelece metas importantes para o setor, como o fechamento dos lixões até 2014 - a parte dos resíduos que não puder ir para a reciclagem, os chamados rejeitos, só poderá ser destinada para os aterros sanitários - e a elaboração de planos municipais de resíduos.
Para garantir o cumprimento do que está estabelecido na PNRS, está em fase final de estruturação o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. O Plano, que esteve em consulta pública até dezembro de 2011, deve ser finalizado no primeiro semestre de 2012, segundo Silvério.
A socióloga Elisabeth Grimberg, coordenador-executiva-executiva do Instituto Polis, que participou das audiências que definiram o texto, acredita na eficiência do Plano. “Ele será eficiente, pois foi construído de forma participativa e com metas desafiadoras”, afirma.
De acordo com Grimberg, as novas responsabilidades definidas na PNRS reduzem gastos públicos municipais e ampliam a capacidade de investimentos das prefeituras em sistemas de reaproveitamento de resíduos de forma consorciada, assim como compartilhamento de aterros sanitários entre municípios de uma mesma região.
A PNRS também define metas para a redução da geração de resíduos no País. “Para isso, é necessário investir em educação ambiental e assim mudar o comportamento da sociedade com relação a esse setor”, declarou o diretor de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano.
A realidade do lixo no Brasil
Cada brasileiro produz 1,1 quilogramas de lixo em média por dia. No País, são coletadas diariamente 188,8 toneladas de resíduos sólidos. Desse total, em 50,8% dos municípios, os resíduos ainda têm destino inadequado, pois vão para os 2.906 lixões que o Brasil possui.
Em 27,7% das cidades o lixo vai para os aterros sanitários e em 22,5% delas, para os aterros controlados, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE);.
Apesar desse quadro, o Brasil alcançou importantes avanços nos últimos anos na opinião do diretor da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério de Meio Ambiente, Silvano Silvério. “Para se ter uma ideia, em 2000, apenas 35% dos resíduos eram destinados aos aterros. Em 2008, esse número passou para 58%”, destacou ele.
No mesmo período, o número de programas de coleta seletiva mais que dobrou. Passou de 451, em 2000, para 994, em 2008. A maior concentração está nas regiões Sul e Sudeste, onde, respectivamente, 46% e 32,4% dos municípios informaram à pesquisa do IBGE que possuem coleta seletiva em todos os distritos.
Serviço:
Oficina "Gerenciamento de Resíduos Sólidos"
Data: 06/08/2013
Horário: 14:00
Local: Cras de Anchieta - Estrada Anchieta-Jabaquara s/n, Bairro Nova Esperança